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AMER defende maior ligação entre formação profissional e necessidades do sector de energias renováveis na FACIM

3 de setembro de 2026 por
AMER

A Associação Moçambicana de Energias Renováveis (AMER) defendeu uma maior aproximação entre as instituições de educação profissional e o sector produtivo, com reforço da formação prática, capacitação dos formadores e promoção do empreendedorismo, como condições essenciais para preparar os jovens para as oportunidades e desafios do mercado de trabalho no sector energético.

A posição foi apresentada pela Directora Executiva da AMER, Helena Macune, durante o Diálogo Público-Privado sobre a Ligação entre a Educação Profissional e o Sector Produtivo da Agricultura e Energia, realizado no dia 1 de Setembro, no âmbito da 61ª Feira Internacional de Maputo (FACIM).

Integrando o painel dedicado ao tema “Como fortalecer a parceria, a ligação e a colaboração entre o sector público e o sector privado, no desenvolvimento de competências para o emprego no sector de energia e agronegócio”, Helena Macune chamou atenção para a necessidade de repensar o papel da educação e formação profissional, de modo a responder não apenas à procura por emprego, mas também à capacidade dos jovens de criar oportunidades e desenvolver iniciativas empresariais. “O sistema de educação tende a produzir empregados, em vez de produzir empreendedores.

Segundo a Directora Executiva da AMER, o desafio não está apenas nos conteúdos e modelos de formação, mas também na capacidade dos formadores de identificar e estimular o potencial empreendedor dos estudantes. Neste sentido, destacou a importância de investir na capacitação dos formadores, dotando-os de ferramentas que lhes permitam orientar os jovens, desenvolver competências práticas e transformar ideias em iniciativas concretas.

Outro ponto central levantado pela AMER foi a necessidade de melhorar as condições para a aprendizagem prática nas instituições de educação profissional. A existência de laboratórios danificados e equipamentos avariados limita a componente prática da formação e pode levar à entrada no mercado de trabalho de jovens com conhecimentos predominantemente teóricos e experiência prática insuficiente.

Para o sector privado, esta lacuna representa um desafio adicional, uma vez que as empresas necessitam de profissionais capazes de aplicar os conhecimentos adquiridos e responder às exigências técnicas do ambiente de trabalho.

A intervenção da AMER esteve alinhada com os principais desafios identificados no encontro, que incluem a necessidade de actualizar os cursos face à evolução tecnológica, melhorar a disponibilidade de equipamentos e materiais, reforçar a experiência prática dos formadores, estruturar programas de estágio e aproximar a formação das necessidades concretas do mercado.

O diálogo destacou, por isso, a importância de uma participação mais activa do sector produtivo ao longo de todo o processo de formação — desde a identificação das competências procuradas pelo mercado até à definição dos conteúdos, formação prática, actualização dos formadores, avaliação das competências e inserção profissional.

Para a AMER, esta aproximação é particularmente relevante para o sector das energias renováveis, que exige profissionais com competências técnicas actualizadas, capacidade de inovação e experiência prática.

“É fundamental que os jovens saiam das instituições de formação não apenas com conhecimento teórico, mas com competências que possam aplicar no mercado, capacidade para inovar e condições para transformar conhecimento em oportunidades de emprego e de negócio”, defendeu a Directora Executiva da AMER, Helena Macune.

A participação da Associação na FACIM reforça, assim, o seu compromisso com o desenvolvimento de um ecossistema de competências capaz de acompanhar o crescimento do sector das energias renováveis em Moçambique e de aproximar a formação profissional das necessidades reais das empresas.

Mais detalhes do diálogo AQUI!

 

AMER

Juntos pelas Energias Renováveis em Moçambique!

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